cada casa de compensado
quase tombando de lado
marcou minha alma como ferro quente;
como algo tão impossível,
que se materializou ao meu redor
a risada daqueles que ali moravam
fez minha alma acender:
compreender que ainda há esperança,
mesmo que do tamanho de um grão de areia,
de mudar esse mundo, essa vida
o carinho com que aquelas pessoas
tratam qualquer um que visita sua residência
coloca em cheque tudo aquilo que me ensinaram
sobre humanidade e sociedade
na sua situação de vulnerabilidade
possuem a maior empatia do mundo
e um senso de coletividade
que talvez nunca voltemos a ter.
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