terça-feira, 13 de maio de 2014

casa ?

cada casa de compensado
quase tombando de lado
marcou minha alma como ferro quente;
como algo tão impossível,
que se materializou ao meu redor

a risada daqueles que ali moravam
fez minha alma acender:
compreender que ainda há esperança,
mesmo que do tamanho de um grão de areia,
de mudar esse mundo, essa vida

o carinho com que aquelas pessoas
tratam qualquer um que visita sua residência
coloca em cheque tudo aquilo que me ensinaram
sobre humanidade e sociedade

na sua situação de vulnerabilidade
possuem a maior empatia do mundo
e um senso de coletividade
que talvez nunca voltemos a ter.

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