terça-feira, 9 de novembro de 2010

o silêncio barulhava
a dor se multiplicava
já sem saber o que fazer, eu corro
espero que esteja sozinha
olho para os lados e só vejo o escuro
vou para um lugar que sequer conheço
um canto escuro,
um mundo meu.
onde eu possa chorar,
arrancar cabelos,
o que for.
onde possa ser livre
onde a sensação da queda seja contínua
e essa dor pare.
meu coração já não suporta esse peso.
inclusive, minhas pernas estão cansadas.
a cabeça dói,
o pensamento já nem existe mais.
as luzes acendem
a claridade machuca meus olhos
vejo vultos ao redor
me chamam,
me abraçam.
querem saber se estou bem.
finalmente consigo enxergar
os vultos que pareciam desconhecidos são familiares.
são amigos que estão ao meu lado,
o tempo todo,
até que a eternidade decida que não...

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